Por Camila Silva
É muito pouco provável que os baianos, especialmente os soteropolitanos, não conheçam ao menos uma música de axé music. Esse ritmo eletrizante surgiu na década de 1980 e, desde então, tem feito multidões vibrarem geração após geração. No último dia 17 de fevereiro, o axé music completou 40 anos, uma data marcada pelo lançamento de um dos maiores sucessos de Luiz Caldas, considerado o pai do axé: a música Fricote , que chegou ao público em 1985.
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| Luiz Caldas. Foto: Internet/O Globo |
Se estamos falando de Salvador e cultura, você já sabe, né? O Vivendo e Escrevendo Salvador não poderia deixar de contar essa história. Vem com a gente!
O nascimento de um ritmo tipicamente baiano
O axé music surgiu da fusão de diversos estilos, como samba, reggae e rock, além de elementos instrumentais e vocais de origem africana. Além disso, o movimento absorveu influências das manifestações musicais iniciadas no final do século XIX por blocos afro. Já deu para imaginar a riqueza dessa mistura? Pois é, assim nasceu o axé, um ritmo que carrega a identidade e a energia da Bahia.
Apesar de sua importância cultural, o termo “Axé Music” foi criado de forma pejorativa pelo jornalista Agamemnon Brito. Na época, havia um certo preconceito em relação ao movimento, visto por muitos como um estilo regional que seria passageiro. A própria classe artística, que já reproduzia essa sonoridade antes mesmo da sua denominação oficial, estranhou o rótulo. Mas a força do axé foi muito além das expectativas.
De Salvador para o mundo
Embora tenha ganhado força no final da década de 1980, o axé music tem raízes que remontam aos anos 1950, com os baianos Dodô e Osmar, criadores do trio elétrico. Com o "boom" do movimento, surgiram grandes artistas que ajudaram a consolidar o gênero, como Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e Daniela Mercury. O axé atravessou fronteiras e levou a cultura baiana para o mundo, tornando-se um símbolo de identidade do povo baiano e deixando sua marca definitiva na história da música brasileira.
Quer aprofundar ainda mais nessa história?
Se você quer saber mais sobre o axé music e a trajetória do Carnaval de Salvador, o Vivendo e Escrevendo Salvador te convida a conhecer a Casa do Carnaval . Localizado na Praça Ramos de Queirós, no Pelourinho, o espaço reúne uma biblioteca com livros sobre a festa, além de exposições com figurinos, adereços e instrumentos de grandes artistas.
A Casa do Carnaval funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada permitida até às 17h. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), com desconto para moradores de Salvador mediante apresentação de comprovante de residência. Às quartas-feiras, a entrada é gratuita.
Que tal viver essa experiência cultural e sentir de perto a energia do axé?


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